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Sem soluções para o transporte marítimo

Não há combustíveis renováveis disponíveis na atualidade para substituir o uso de combustíveis fósseis pela indústria naval, afirma estudo de pesquisadores da Universidade de Manchester, no Reino Unido.

O transporte marítimo é fundamental para a interligação do comércio entre os países. Tanto é assim que o setor foi excluído do acordo climático de Paris. Mas estimativas da Organização Marítima Internacional – OMI – apontam que o setor responde por aproximadamente 3% das emissões totais anuais de gases de efeito estufa.

Entre 2013 e 2015, nas estimativas da organização não governamental ICCT, o consumo de combustível do setor aumentou, o que foi acompanhado pelo crescimento das emissões – apesar de ganhos em eficiência. Os maiores navios navegam em velocidades cada vez maiores, queimando mais combustível.

A fim investigar as opções existentes para o transporte marítimo, os pesquisadores avaliaram o ciclo de vida dos combustíveis atuais e de possíveis substitutos no futuro. Mediram os impactos ambientais de cada um deles, levando em consideração a poluição causada e a emissão de gases de efeito estufa.

Os combustíveis substitutos avaliados foram o gás natural liquefeito – GNL -, o metanol, o hidrogênio líquido – LH2 -, o biodiesel, o óleo vegetal direto e o bio-GNL. Um critério fundamental para a adoção do substituto seria a redução das emissões de gases de efeito estufa em todo o seu ciclo de vida.

O estudo sugere que nenhuma das alternativas estaria disponível, em escala necessária, para adoção imediata pela indústria naval. O GNL foi considerado como uma opção promissora, em particular para reduzir a poluição. Mas o GNL não implicaria em baixar as emissões o suficiente.

Ainda existem barreiras que impedem a exploração mais adequado do potencial dos combustíveis alternativos, advertiram os pesquisadores. É preciso agir para a redução das emissões  do transporte marítimo em curto prazo, expandindo a disponibilidade de combustíveis com baixo teor de carbono.

Fonte: Universidade de Manchester, OMI e ICCT
Mais informações: Assessment of full life-cycle air emissions of alternative shipping fuels
Imagem: Unsplash/ Axel Ahoi

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