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O efeito ilha de calor é maior em cidades organizadas

O arranjo das ruas e edifícios de uma cidade exerce grande influência sobre o efeito da ilha de calor. Quanto mais organizado for o tecido urbano, maior será o efeito, descobriram pesquisadores dos Estados Unidos.

O efeito da ilha de calor consiste na elevação das temperaturas dos centros urbanos, em comparação com as áreas suburbanas ou rurais adjacentes. Diversos fatores estão envolvidos na formação e intensidade do efeito, em geral relacionados ao uso e ocupação do solo das cidades.

Por exemplo, materiais comuns em centros urbanos, como asfalto, concreto ou telhas, absorvem e retém uma quantidade maior de energia solar. Ela é transmitida para o ambiente da cidade na forma de calor, elevando a temperatura.

Os pesquisadores buscaram investigar como o planejamento urbano contribui para a intensidade do efeito ilha de calor.  Para tanto, utilizaram modelos matemáticos desenvolvidos originalmente para analisar estruturas atômicas. Os modelos foram adaptados de forma a explorar como os diferentes materiais das edificações e infraestrutura de uma cidade afetam uns aos outros do ponto de vista energético.

Imagens de satélite e dados climatológicos de 47 cidades nos Estados Unidos e em outros países permitiram investigar o papel da textura das cidades no efeito ilha de calor. Os pesquisadores chamaram de textura a forma em que as ruas e edificações estava organizada.

Cidades organizadas em grades ou blocos padronizados experimentavam maior intensidade do efeito ilha de calor do que cidades cuja textura era mais caótica. O grau de organização geométrica de uma cidade constituiu o fator mais determinante para o maior aumento da temperatura.

Segundo os pesquisadores, a causa estaria na maneira pela qual os edifícios emitem, absorvem e reemitem o calor. Cidades planejadas de forma mais precisa e geométrica levariam a uma maior absorção de calor pelos edifícios. Cidades mais caóticas facilitariam a dispersão do calor.

A descoberta pode ter grande importância para o planejamento urbano de novas cidades, ou para a expansão daquelas existentes. Em regiões quentes, deve-se priviligear formas menos geométricas e lineares, amenizando o aquecimento devido ao efeito ilhas de calor. O contrário pode beneficiar regiões mais frias.

Fonte: MIT News
Imagem: Google maps/ Belo Horizonte

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